Surpreendente como.

A obra de arte tem que feder ou cheirar!

Ou os dois…

O bom é quando a obra de arte te tira de centro. Seja para o lado bom, ou para o ruim. O que não dá é você ir a um teatro/cinema/ballet/concerto e ficar indiferente, como se não tivesse ido. A pior das sensações no mundo artístico é a indiferença, o “nem fede, nem cheira”, o insosso, o morno, o que não mexe, nem um pouquinho, com a pessoa. 

Viu “Queime depois de ler”? É um daqueles filmes surpreendentes. No meio, sem mais nem menos, o cara leva um tiro na cabeça! (spoiler… já era) Como assim? O personagem mais carismático é morto, de forma brutal, no meio da parada! Que tipo de humor é esse? O humor dos irmãos Cohen. Eles querem mesmo é esse sensação, te tirar de eixo, rir da sua cara enquanto você é movido por dentro. Impossível a indiferença. Você pode não gostar, mas indiferente você não fica.

Tão surpreendente como é este poema. Uma poesia bem narrada e exposta visualmente de forma sensacional. Indiferente você não fica!