Sai do meu último emprego, levei comigo minha dignidade.
Sai por vontade, não aguentava mais tamanha falsidade.
Tudo era falso, a bondade, a maldade, até mesmo a verdade
Quero ser patrão de mim, mesmo que ainda não tenha idade.
Acabei de me formar em serviço social lá na faculdade.
Sei que a palavra certa não é contemporaneidade, mas
o que mais rima com ade a não ser o próprio ade?
Continuar esse poema, sem repetir o ade é uma dificuldade.
Manter a métrica assimétrica e a rima com estima nunca! na cidade.
Pois o vocabulário parco revela a infantilidade de se fazer um poema
que mais virou um dilema, achando-se Machado, sem humildade.
Mas agora que o soneto chega ao fim, ai de mim, que falsidade
Nunca vi tamanho embrulho, tamanha impropriedade.
Diria que uma dose de sobriedade é a justa causa do que falta
nesta imbecilidade.


Luciane em
lucas com flocos em 




Adorei!!!