Críticas

Seguem as diversas críticas ao grupo G7.

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TRIBUNA DA IMPRENSA ON-LINE

Segredos revelados através do humor

Como passar em concurso público

Lionel Fischer

“O espetáculo se propõe a revelar o segredo tão almejado por grande parte da população brasileira: como passar em concurso público? Para responder a esta pergunta, o G7 entrou a fundo no tema. Os atores viraram “concurseiros”, visitaram cursinhos e assistiram aulas, leram livros sobre o assunto, entrevistaram ‘concorrentes’ e até mesmo realizaram provas!

Em cada uma dessas etapas, buscaram o que há de realmente engraçado em cada detalhe, cada pormenor do dia-a-dia desses heróis. Durante o espetáculo, são fornecidas dez valiosas dicas que mostram o caminho da aprovação, como por exemplo: “Na dúvida, marque a alternativa correta”.

O parágrafo acima consta do programa do presente espetáculo e deixa óbvia a intenção da Cia. de Comédia G7, de Brasília: ironizar o que, sem dúvida, constitui uma das maiores aspirações dos brasileiros, que é passar em um concurso público, o que garante estabilidade e uma agradável perspectiva de trabalhar pouco.

Com texto, direção e intepretação a cargo da Cia., composta por Benetti Mendes, Felipe Gracindo, Frederico Braga e Rodolfo Cordón, “Como passar em concurso público” está em cartaz no Teatro dos Quatro.

Estruturada de forma curiosa, já que não é uma peça tradicional e tampouco dividida em esquetes, na realidade “Como passar em concurso público” mescla monólogos (muitos direcionados ao público), cenas muito curtas (exceção feita à última, por sinal a melhor, ambientada numa repartição) e números de platéia – nestas passagens, os atores tanto descem do palco como para ele conduzem espectadores escolhidos, ao que parece, aleatoriamente.

Sendo a premissa básica do grupo a de divertir o público, certamente ela obtém êxito, pois os espectadores realmente se divertem muito com o que assistem. No entanto, acreditamos que o grupo revela potencial para trabalhar o humor de forma mais crítica e contundente, pois muitas passagens se parecem com outras já vistas ou apelam para recursos um tanto desgastados.

Mas há algumas que nos permitem vislumbrar um caminho capaz de conferir ao simpático grupo um maior alcance para seus objetivos, sem excluir o humor, naturalmente. Quanto ao espetáculo, este privilegia uma dinâmica feérica e não raro exibe marcas muito divertidas, sempre bem executadas pelo jovem quarteto de intérpretes, que mostra segurança, preparo técnico e inegável carisma.

Na equipe técnica, Higor Fylipe ilumina a cena de forma correta, o mesmo aplicando-se à trilha sonora de Rodrigo Jolee, sendo adequados os figurinos não assinados, certamente de autoria do grupo.
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Almanaque Virtual – UOL

Como passar duas horas rindo

Por Mario Abbade
16/11/2007

A melhor forma de se criticar construtivamente um fato é através do humor. A piada serve como uma válvula de escape para uma desgraça, uma aflição ou mesmo aliviar uma tensão. Tratar um dificuldade de forma divertida, muitas representa uma forma saudável de encarar o problema. A peça de teatro Como Passar em Concurso Público é um claro exemplo dessa teoria. Um texto hilário interpretado com ritmo e inteligência, que traça um perfil de uma triste realidade brasileira.

Hoje em dia é extremamente difícil conseguir um emprego com um salário condizente com a realidade e que seja estável, isto é, uma garantia de se estar empregado. Quem não teve a sorte de nascer bonito, o dom de jogar futebol ou vocação para ser político, só resta tentar a sorte, com bastante estudo, de conseguir uma vaga em um concurso público.

A Cia. de Comédia G7, oriundo de Brasília, se apercebeu do problema e escreveu um texto divertidíssimo sobre o assunto. A peça foi um enorme sucesso na capital brasileira e agora está em uma mini-temporada nos palcos da Cidade Maravilhosa. Depois o espetáculo segue para São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Goiânia.

Não se deve perder a oportunidade de assistir as peripécias criadas pelo G7 sobre como enfrentar um concurso público no Brasil. Nem quem conseguiu passar, escapa da gozação. Impossível não cair na gargalhada. São quase duas horas interruptas de humor bem encenado que ridiculariza com dogmas e diversos ícones da cultura pop.

Talvez esteja nesses fatores a explicação do texto ser universal, mesmo partindo de uma particularidade. Inteligentemente, o grupo não fica preso a uma idéia. A utiliza para traçar paralelos com outros assuntos. O nonsense é a receita perfeita para que dinossauros, o ET e mesmo Jesus Cristo surjam de repente em cena.

O G7 é formado Benetti Mendes, Felipe Gracindo, Frederico Braga e Rodolfo Cordón. Todos têm um ótimo desempenho em diversos papéis que representam diversos tipos sociais. Destaque para o desempenho de Felipe Gracindo. Uma combinação das caretas multifacetadas de Jim Carrey com a elasticidade física de Jerry Lewis. Com certeza, se for visto por algum olheiro, vai ser contratado para atuar no programa “Zorra Total” da Rede Globo.

Desde a antiguidade, rir é a melhor solução. E o grupo G7 a está pondo em prática com muito talento e propriedade.
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http://www.culturaelazer.com/

EDITORIAL
Teatro, uma linda face de Brasília
Acostumado, como todo brasileiro, a ter muitas notícias negativas vindas da capital brasileira, foi com imensa alegria que, nesse domingo, completei uma espécie de “trilogia artística brasiliense”.
Depois de assistir ao REI LEÃO (Cia. Néia e Nando) e COMO PASSAR EM CONCURSO PÚBLICO (Cia. G 7)), assisti nesse domingo ao espetáculo “Sexo, a comédia”, encenado pela Cia. Os melhores do mundo, e já está no meu programa voltar a assistir a esses últimos no espetáculo NOTÍCIAS POPULARES, que será encenado também no Citibank Hall, na Barra da Tijuca.
São espetáculos encantadores, com refinada elaboração, atores que sabem muito bem o que fazer no palco, produções esmeradas, direção detalhista, iluminação, figurino e diversos recursos cênicos que fazem o público se sentir valorizado enquanto consumidor de entretenimento.
Não conheço tão bem a nossa capital para ressaltar aqui seus pontos de qualidade, mas quero dizer que esses artistas que ora representam a cidade aqui no Rio colocaram Brasília, definitiva e irreversivelmente, em meu rol de produtos culturais de qualidade, enquando Jornalista e Produtor Cultural, e em meu coração, como ser humano admirador da manifestação artística como solução para um dia a dia mais feliz